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Terra, riqueza e linhagem na Islândia Medieval

Santiago Barreiro (CONICET – Argentina)

A talk (in Portuguese) delivered at V Simpósio Internacional e VI Simpósio Nacional de Estudos Celtas e Germânicos, held in Brazil Nov. 2014. This version was meant to be read aloud, so it lacks proper references.

Dentro do mundo medieval, a Islândia representa um caso de estudo muito interessante, a nosso ver, por duas razões principais. Em primeiro lugar, porque dispõe de um corpus documental muito extenso em língua vernácula, especialmente fontes narrativas (tanto em  verso como em prosa), mas também em forma de anais, códigos legais, obras eruditas e traduções de material religioso. Em segundo lugar, porque era uma sociedade relativamente pouco estratificada, na qual o poder e o “capital cultural” se encontravam, em boa medida, mais nas mãos de proprietários de terras enriquecidos do que sob jugo de uma “aristocracia” no sentido pleno da palavra. Isto teve um efeito profundo na produção literária islandesa e nos permite entrever a partir dos escritos a dinâmica de algumas das “sociedades de base campesina” da Idade Média, habitualmente mais acessíveis em termos arqueológicos que textuais. Neste trabalho, tentarei mostrar como a relação entre terra, riqueza e linhagem era um componente fundamental na dominação que uma elite de proprietários de terras exercia sobre o resto da população da ilha durante a primeira metade do século XIII. Em termos mais gerais, tentarei ilustrar a utilidade das sagas como fontes historiográficas, assim como suas limitações. Farei referência habitual a uma das mais conhecidas Íslendingasögur [Saga dos Islandeses, uma espécie de gênero literário islandês da Idade Média], a saber, a Saga de Egil, filho de Grímr, o calvo, devido a enorme riqueza que proporciona o tema aqui tratado.

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